P9 A diversidade linguística na América (Línguas Ameríndias)

Convocatória XIX ALFAL 2020 - Prazo de envio 24/11/2019

 

XIX CONGRESSO INTERNACIONAL DA ALFAL

La Paz - Bolívia

10-14 de agosto de 2020

 

CONVOCATÓRIA

 

 

Como participar

 

Solicitamos aos interessados que enviem, a http://alfalbolivia2.2iesbolivia.com/2019/08/25/formulario-de-envio-de-r..., um resumo de sua comunicação (de 300 a 400 palavras). O resumo deve conter tema, objetivos, marco teórico, metodologia e resultados, além de cinco palavras-chave e bibliografia. Ele deve ser enviado até 24 de novembro de 2019.

Os resultados da avaliação serão comunicados antes de 28 de fevereiro de 2020 por e-mail.

  

A diversidade linguística na AMÉRICA (Línguas Ameríndias)

 

Desde a Groenlândia até o Cabo de Hornos, a América exibe uma enorme riqueza linguística que mais de cinco séculos de colonização não conseguiram fazer desaparecer. Todavia, é inegável que o perigo de extinção de línguas indígenas é um fato crescente e avança cada vez mais rapidamente nos últimos tempos, o que torna necessário reforçar e aprofundar estratégias para combater esse problema. A documentação e a compreensão da diversidade linguística constituem uma das ferramentas mais poderosas para preservar o patrimônio cultural, etnohistórico e cognitivo codificado nas línguas dos povos americanos. 

 

Este projeto se propõe a ser um espaço para estender, aprofundar e consolidar o conhecimento da diversidade linguística americana (em particular, mas não exclusivamente, os sistemas linguísticos de línguas ameríndias). Também pretende aumentar a consciência da necessidade de sua preservação, sob a base dos avanços das distintas perspectivas teórico-analíticas da linguística (descritiva, comparativa, diacrônico-evolutiva, de contato, tipológico-funcional, cognitiva, etc.) e a contribuição da antropologia, arqueologia, genética, novas tecnologias para a documentação linguística, práticas educacionais e outras disciplinas afins. 

 

Os propósitos do projeto são: 

 

- caracterizar a diversidade dos sistemas linguísticos em todos os planos da descrição gramatical: fonético-fonológico, morfológico, sintático, lexical, semântico, pragmático e discursivo;

- propiciar o conhecimento de variedades linguísticas ameaçadas, minoritárias ou minorizadas, a fim de refletir sobre estratégias de preservação da diversidade linguística: projetos de revitalização de línguas, promoção de direitos linguísticos, etc.; 

- difundir os avanços realizados nesses aspectos dentro das distintas regiões da América, favorecendo a integração do conhecimento sobre as línguas americanas (desde as mais preservadas até as severamente ameaçadas ou em vias de desaparecimento) e gerando um espaço de trocas e cooperação entre grupos diversos de pesquisadores.

 

O resguardo da diversidade de línguas é mais uma face do respeito à diversidade étnica e sociocultural e, a partir dele, se favorece um olhar de respeito à pluralidade que caracteriza os seres humanos.

 

Eixos do projeto:

 

  i. Documentação, descrição e teoria linguística;

 ii. Metodologias de trabalho de campo e protocolos de geração de dados;

iii. Educação e Políticas Linguísticas. 

 

 

Dioney Moreira Gomes

É Professor Associado 3 do Departamento de Linguística da Universidade de Brasília (UnB), atuando em pesquisas sobre línguas indígenas, língua portuguesa, língua brasileira de sinais (Libras) e formação inicial e continuada de professores. Possui licenciatura em Letras pela UnB. Concluiu mestrado e doutorado em Linguística na UnB, tendo sido, durante este último período de formação, pesquisador visitante nos seguintes centros de pesquisa franceses: Centre d'Études de Langues Indigènes d'Amérique (CELIA/Paris) e Laboratoire Dynamique du Langage (DDL/Lyon). 

 

María Alejandra Regúnaga

Bacharela em Letras pela Universidad Nacional de La Pampa (2004) e Doutora em Letras pela Universidad Nacional del Sur (2011). É Professora de Gramática II e Professora Adjunta de Linguística Geral e Sociolinguística (Facultad de Ciencias Humanas, Universidad Nacional de La Pampa). Pesquisadora do Instituto de Linguística da UNLPam, coordena e integra projetos de pesquisa sobre descrição linguística, análise de aspectos gramaticais e documentação de línguas indígenas da América do Sul, particularmente da Patagônia. É pesquisadora do CONICET. 

 

 

Publicado: 8/10/19

 

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