Propostas voltadas para o ensino de Língua Portuguesa (LP) tem-se detido ao interesse pela formalização de uma abordagem de ensino que verse sobre a inserção de conteúdos que explorem os elementos da língua como constituintes do(s) sentido(s). Tal inserção, na interface entre a Semântica e a Pragmática, justifica uma prática de ensino reflexiva, uma vez que os aspectos relativos à significação apresentam-se como um dentre os níveis de importância para que se estabeleça (no ensino) a almejada análise reflexiva (linguística) sobre os fenômenos da língua. Propomos, então, confrontar as práticas estabelecidas nos parâmetros direcionadores nacionais, no sentido de observar qual(is) concepção(ões) relativas ao campo da significação estão presentes nos PCN (1997, 1998), PCNEM (2000), OCEM (2006), PNLD (2011, 2012), com a postura teórica presente em dois manuais didáticos adotados por escolas públicas do município de João Pessoa. Para tanto, correlacionaremos o extraído dos parâmetros com os postulados teóricos comuns à significação, com base em Ilari (1997, 2011), Ilari e Geraldi (2006), Marcuschi (2004), Moura (2006), Ferrarezi Jr. (2008, 2010) e Antunes (2012), entre outros, à direção assumida pelos autores dos livros didáticos, manifesta ou não em suas atividades. Em nossas análises, de cunho qualitativo, mostraremos que o nível semântico-pragmático é precípuo para o estabelecimento da reflexão sobre o funcionamento da língua e que uma organização sistemática desses conceitos a partir dos parâmetros curriculares, nos termos da Análise Linguística (cf. Geraldi 1984), pode indicar um caminho a seguir na prática pedagógica em sala de aula de língua portuguesa, algo que esperamos ser adotado pelos autores na composição de seus manuais didáticos. Como considerações parciais, entendemos que a abordagem semântico-pragmática é essencial às práticas de sala de aula (relativas à produção e à leitura), pois os aspectos da significação são essenciais às habilidades de compreensão, produção e análise linguística.
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