Baseado nos trabalhos de Street (1984), Husserl (1988), Moita-Lopes (1996), Marcuschi (1996), Coracini (1995), Kato (1998) e Kleiman, (1993, 1995) e Silva (2010), o presente trabalho se propõe a construir uma análise da concepção de leitura na primeira década deste século, através da análise das atividades de compreensão textual (doravante, CT) presentes em livros didáticos de Língua Portuguesa (doravante, LDP) do Ensino Fundamental II. Nosso objetivo é de verificar quais são as concepções de leitura defendidas através das atividades de CT, se elas sofreram modificações ao longo da década e qual a validade desses conceitos para o processo de formação dos estudantes desta etapa de ensino. O corpus de nossas análises é constituído por atividades de CT presentes nos exemplares do 6º ao 9º anos de três coleções correspondentes a três períodos da década: início, publicação do ano 2000, meio, publicação de 2005, e fim, publicação do ano de 2010. Depois da categorização dos exercícios de CT em horizontes, segundo Marcuschi (1996), constatou-se que há mudanças ao longo da década em relação à concepção de leitura revelada através das atividades, contudo, ainda há um grande percentual de atividades de CT que representa os níveis A (copiação) e B (paráfrase), configurando-se como atividades que não são capazes de desenvolver as habilidades exigidas ao estudantes desta etapa escolar.
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