Desde as primeiras investigações sociolinguísticas desenvolvidas por Labov, na década de sessenta do século anterior, quando ele lançou as bases para o estudo e compreensão dos processos variáveis, o estilo foi um fator determinante para essas análises linguísticas. No entanto, houve nos estudos sociolinguísticos, sobretudo no Brasil, uma tendência a privilegiar a análise dos fatores estruturais e sociais, em detrimento dos fatores estilísticos. Somente a partir da última década, com a terceira onda de estudos da variação, os pesquisadores têm se voltado para este fator. As pesquisas sociolinguísticas da terceira onda estão buscando entender a variação considerando os papéis e atividades que o indivíduo desempenha nas suas relações sociais, procurando analisar o estilo como um fator que contribui efetivamente para a construção do significado social da variação. Essa é a proposta de Eckert (2005; 2012) e do estudo da variação considerando a prática estilística no âmbito das comunidades de práticas. O objetivo desse trabalho, portanto, é apresentar uma proposta de estudo sociolinguístico em comunidades de práticas. Para tanto, discutiremos como as três ondas da Sociolinguística tratam da relação entre o estilo e a variação linguística, lançando questões acerca das abordagens mais adequadas para a análise das restrições estilísticas no fenômeno da variação linguística, questões ainda pouco exploradas no panorama atual dessa teoria.
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