A presente pesquisa objetiva refletir sobre o uso da monotongação oral (a partir do registro em gravação eletrônica) e escrita, enquanto variação linguística no cotidiano linguístico da Educação Básica I, mais especificamente em turma do terceiro ano, de uma escola pública urbana. Como marco teórico nos apoiamos em Bortoni-Ricardo (2004), Hora (2013), Molica (1998), Lemle (2007). Os dados utilizados, a princípio, foram colhidos oralmente a partir de entrevistas semiestruturadas, gravadas em equipamento eletrônico. Em um segundo momento, utilizamos textos escritos, produzidos pelos estudantes, tendo como motivação para a produção o relato de experiência. Tanto na produção oral quanto escrita, foi considerado o nível de letramento dos sujeitos envolvidos nesta pesquisa. Após a transcrição da fala (oralidade) coletada, realizamos sua análise versus produção escrita. Em seguida, correlacionamos os dados às teorias que discorrem sobre o processo de monotongação na oralidade e na escrita. Conforme contatamos, é comum encontrarmos exemplos como “dexei”, “tô”, “dinhero”, esse tipo de recorrência é natural não só na escrita como também na fala, contribuindo, assim, para a conscientização fonológica em sala de aula. Partindo, portanto, para a avaliação do nível dos informantes pesquisados: status socioeconômico, gênero, rede social. Os resultados, ora em discussão, se inserem em uma pesquisa maior, por isso nos limitaremos, nesta apresentação, aos dados parciais.
Palavras-chave: Monotongação. Variação linguística. Oralidade e escrita.
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