O ESPETÁCULO DE IMAGENS NO DISCURSO MIDIÁTICO:
O CORPO EM CENA NAS CAPAS DA REVISTA VEJA
TÂNIA MARIA AUGUSTO PEREIRA – UEPB
REGINA BARACUHY – UFPB/PROLING
TÂNIA MARIA AUGUSTO PEREIRA 1, REGINA BARACUHY 2 1. UEPB - Universidade Estadual da Paraíba, 2. UFPB - Universidade Federal da Paraíba taniauepb@yahoo.com.br |
Cuidar de si na pós-modernidade significa cuidar do corpo, a partir de regras de conduta e de princípios impostos como verdades e prescrições, através da exposição incessante de imagem de corpos belos. Neste trabalho, objetivamos discutir como ocorre a produção de sentidos na mídia e como isso influi nas práticas de subjetivação, que se revestem de poder nos discursos sobre o corpo, lugar onde incidem os biopoderes. A Análise do Discurso, de linha francesa, é o campo teórico que alicerça nosso estudo, por introduzir o sujeito e a história na reflexão sobre a linguagem. Os estudos discursivos no campo da linguagem possibilitam descrever/analisar a maneira como, historicamente, se entrecruzam regimes de práticas e série de enunciados sobre o corpo na contemporaneidade. O discurso midiático, com sua forte e invasiva onipresença na sociedade contemporânea, constitui uma engrenagem poderosa como forma modeladora dos corpos. A exposição midiática cria efeitos de sentido e opera na produção de verdades cristalizadas. Em se tratando do corpo enquanto acontecimento discursivo espetacularizado, a mídia impõe um corpo magro, jovem e saudável à população brasileira, alicerçado por um discurso científico, ao mesmo tempo em que interdita outros. Compreendendo o corpo como uma construção histórica e cultural, sobre a qual se articulam diferentes discursos e saberes científico-tecnológicos, pretendemos analisar a espetacularização do corpo nas capas da revista Veja. Considerando o diálogo entre as ideias de Michel Pêcheux e Michel Foucault, ressaltamos neste trabalho as contribuições foucaultianas para a teoria do discurso com sua analítica do poder e sua visão ética/estética da existência.
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