S3. Análise do Discurso (Comunicações)

JOGOS DISCURSIVOS E REDES DE MEMÓRIA NA MÍDIA: A MULHER, O TRABALHO E A FAMÍLIA
LÚCIA HELENA MEDEIROS DA CUNHA TAVARES 1
1. UERN - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
luciahelenamct@hotmail.com



Este trabalho traz como objetivo central descrever/interpretar, no discurso midiático, os movimentos da memória na relação da mulher com o trabalho e a família. Investigam-se aqui as relações de gênero tanto no espaço público quanto no privado, além dos conflitos, enfrentados pela mulher, entre casamento/maternidade x carreira. O trabalho, inserido no campo da Análise do Discurso de tradição Francesa, segue os postulados e as contribuições de Michel Foucault (1971; 1999; 1985; 2008) para esse campo de estudo e da interdisciplinaridade que o caracteriza. Dialoga ainda com os estudos culturais de Bauman (2007), com a História das mulheres vista por Perrot (2006; 2007) e Del Priori (2008; 2011), com os estudos da mídia de Silvestone (2010) e, no sentido de se dissertar sobre o mundo do trabalho, encontra-se respaldo em Nogueira (2004) e Freitas e Dantas (2012). Para melhor historicizar os acontecimentos que estão relacionados à temática da pesquisa, formou-se um arquivo que se constitui, em sua materialidade, de vários gêneros discursivos, como anúncios, artigos, propagandas, charges, músicas, que ajudam a construir o imaginário social sobre a mulher. Desse arquivo, muitos textos são usados para enriquecer os momentos comentados e se conhecer os mecanismos agenciados pela memória. No sentido ainda de averiguar as diferentes posições-sujeito e suas práticas discursivas, foram selecionados para constituir o corpus deste trabalho, artigos de revistas, que discorrem sobre a temática escolhida. Esses artigos estão presentes nas revistas Veja Mulher, Claudia e Você S/A. Investigando, no discurso midiático, as redes de memória e os jogos discursivos na inscrição da mulher trabalhadora, percebe-se que, dentre outros resultados, a mídia exerce o papel de mediadora entre acontecimento e sociedade e que se utiliza do real e do imaginário, impondo a sua vontade de verdade e agenciando os mecanismos de poder na constituição da identidade da mulher contemporânea.


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