P13. Estudo da Língua Escrita (Comunicações dentro de Projetos)

AUTOBIOGRAFIA NA ESCOLA: HISTÓRIA(S) DE LEITORES E DE VIDA
THIAGO TRINDADE MATIAS 1
1. UFAL - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, 2. UFPB - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
thiagotrindadeufpb@gmail.com



O presente trabalho é uma análise do gênero autobiografia, produzido por alunos de uma escola pública do município de Delmiro Gouveia, Estado de Alagoas (Brasil), em oficinas de produção artística e textual. As atividades são resultantes da parceria entre a escola pública e o Subprojeto do PIBID (Programa Institucional de Iniciação à Docência) / CAPES – Letras UFAL / Campus do Sertão. Partimos da noção de gênero discursivo proposta por Bakhtin (2003) e pela noção de letramentos múltiplos, por Rojo (2009). A produção escrita do gênero foi desenvolvida na oficina intitulada – Minhas memórias de leitor. Na oficina, os alunos foram levados a produzir autobiografia e a confeccionar uma capa para o gênero proposto. Conforme Orlandi (2008), em sua perspectiva discursiva na reflexão sobre a leitura, ao afirmar que o sujeito-leitor tem suas especificidades e sua história, nossa pesquisa se voltou a investigar, por meio das produções autobiográficas, histórias de leituras e de escrituras dos alunos da escola parceira. Nelas buscamos a história de acesso à leitura e à escrita, aos modos de ler, ao gosto pela leitura dos alunos. Chartier (2007) afirma que “a escrita teve por missão conjurar contra a fatalidade da perda”, nesse caso, nosso propósito foi constatar que as autobiografias, como gênero discursivo escrito, são um gênero que tem por função “imortalizar” histórias, como bem afirma Castillo Gómez, em seu texto - ‘La biblioteca interior’ – que “las diversas maneras en las que se puede afrontar la reconstrucción histórica de las prácticas de la lectura, una de ellas es la que trata de hacerlo a partir del estatuto dado a los libros y al acto de leer en los escritos auto biográficos.” A análise das produções autobiográficas nos permitiram verificar que houve uma acesso regular dos alunos a práticas sociais efetivas de leitura e de escrita.


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