Diante da cobrança extremada para que o professor de língua portuguesa faça
com que seus alunos apresentem sempre um excelente desempenho nas atividades que
envolvem a leitura e escrita, e mais ainda que estes alunos dominem com afinco as normas
gramaticais. Sabemos ainda que em meio às dificuldades registradas na escrita dos alunos, há
uma tendência a se buscar alternativas de minimizar tais ocorrências e isto só é feito quando o
professor busca avaliar qual seria a causa do baixo índice de progresso nas atividades de
leitura e escrita de nossos alunos. Tivemos como objetivo no presente trabalho traçar um
perfil das dificuldades mais recorrentes em relação aos aspectos: fonéticos, fonológicos,
gramaticais e textuais, a partir da realidade de uma turma de 6º ano, matriculados na EEEF
Major Veneziano Vital do Rêgo, no município de Campina Grande-PB, onde atuamos
enquanto professores há um ano. Com base nesta análise, foi possível traçar um perfil da
turma e propor atividades pautadas na retextualização com vistas à melhoria do desempenho
destes, sobretudo, na linguagem oral e escrita. Com base na proposição de uma sequência
didática diferenciada da realidade a qual a turma já estava acostumada, e da qual registramos
progressos consideráveis. Ao final, detectamos que o conhecimento em sala de aula, deve ser
partilhado e que as dificuldades reveladas pelos alunos deverem ser avaliadas a partir da
observância da realidade sociocultural que estes se encontram vinculados. Só assim será
possível despertar-lhes uma consciência fonológica e, também, condicioná-los ao ensino de
uma gramática pautada no uso-reflexão-uso, ou seja, na prática para que estes aprendam a
usar a linguagem, nas modalidades orais e escritas, e sejam vistos como cidadãos.
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