DADOS FÔNICOS DO PROJETO ALIB
A Sessão tratará da análise de dados fônicos: Ditongação e Monotongação nas Capitais brasileiras;Os róticos em coda silábica no interior cearense e Vogais médias pretônicas nas capitais brasileiras. Todos as análises com os dados obtidos no Projeto Atlas Linguístico do Brasil - ALiB Resumo #1
DITONGAÇÃO E MONOTONGAÇÃO NAS CAPITAIS BRASILEIRAS: DADOS DO PROJETO ALiB Ao analisar o material do Atlas Linguístico do Brasil no corpus composto pelas vinte e cinco capitais brasileiras, pontos do ALiB, percebemos a grande ocorrência de ditongação e, paradoxalmente, de monotongação, em posições onde elas não existem tradicionalmente. Num primeiro momento, pode-se pensar numa variação diatópica, marca das regiões dessas capitais. Contudo, ao analisarmos mais detalhadamente o corpus podemos constatar que o fenômeno pode ser creditado às variantes sociais, especialmente ao fator de escolaridade ou ainda a uma variante diafásica, quanto ao registro não formal da linguagem. Este trabalho pretende analisar em que nível se dá a ditongação e a monotongação e que fatores linguísticos e extralinguísticos são responsáveis por essas variações. Resumo #2
AS VOGAIS MÉDIAS PRETÔNICAS NAS CAPITAIS BRASILEIRAS A PARTIR DOS DADOS DO ALiB A comunicação apresenta a análise das vogais médias abertas e fechadas, em posição pretônica, com base no corpus do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB), registrado nas 25 capitais que o integram. A análise abarca a distribuição diatópico-diastrática e diatópico-diageracional das variantes, assim como variáveis linguísticas que favorecem realizações vocálicas abertas, em áreas em que predominam as vogais médias fechadas, e variantes vocálicas fechadas, em áreas em que predominam as médias abertas. Os dados analisados são documentados de acordo com a metodologia do Projeto ALiB, no âmbito da Geolinguística Pluridimensional Contemporânea, contemplando informantes de duas faixas etárias (a primeira, de 18 a 30 anos e a segunda de 50 a 65), de dois graus de escolaridade (fundamental incompleto e universitário) e dos dois gêneros. O corpus analisado constitui-se das respostas às questões do questionário fonético-fonológico (QFF), como, por exemplo, televisão (004), elétrico (011), gordura (022), borboleta (046) e do questionário semântico-lexical (QSL), como redemoinho (007), neblina (021), tornozelo (118), adotivo (130) (Cf. COMITÊ NACIONAL. Atlas Lingüístico do Brasil. Questionários 2001). Quanto aos resultados obtidos destacam-se: (a) do ponto de vista das variáveis linguísticas, a natureza da vogal acentuada seguinte (principalmente quando se encontra em sílaba contígua); (b) do ponto de vista geossociolinguístico, a preferência por variantes médias fechadas, em áreas de predominância das abertas, por parte dos falantes mais jovens e mais escolarizados, o que pode ser indicador de uma mudança em curso, face o prestígio daquelas em detrimento dessas. A variável diagenérica não se tem mostrado muito importante na distribuição das pretônicas. Os dados relativos às vogais médias pretônicas nas capitais brasileiras incluem-se no primeiro volume de cartas do Projeto ALiB, a ser publicado em 2014. Resumo #3
OS RÓTICOS EM CODA SILÁBICA EM LOCALIDADES DO INTERIOR CEARENSE: DADOS DO ALiB Pretende-se com esta comunicação descrever e analisar a realização ou não realização fonética dos róticos em coda silábica, nos contextos medial e final de palavra, no falar de cinco localidades do interior cearense, a saber: Camocim (039), Ipu (042), Crateús (044), Quixeramobim (045), Russas (046). Utiliza-se as bases teórico-metodológicas da Fonética e da Fonologia, com abordagem da Dialetologia, pelo método geolinguístico, uma vez que foi realizado, além do estudo dos aspectos sonoros, o estudo das variações diatópicas (regionais) e diastráticas (sociais). Justifica-se por destacar o aspecto fônico, pois é nesse nível que as diferenças, tanto regionais quanto sociais, tornam-se mais evidentes e, onde, geralmente, as mudanças se iniciam. E, por destacar a importância do papel da pesquisas empíricas que têm por finalidade a descrição da língua portuguesa em variantes, contribuindo, assim, para o maior conhecimento linguístico e cultural. Resultados evidenciam algumas tendências específicas na fala interiorana que a diferenciam do falar de Fortaleza, capital do Estado, com suas peculiaridades, mas que a aproximam de outros falares regionais do nordeste brasileiro. Palavras-Chave: Aspectos fonético-fonológicos. Dialetologia. Geolinguística.Variação diatópica/diastrática. | |
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