S4. Dialetologia e Sociolinguística (Comunicações)

DIALETOLOGIA PERCEPTUAL: MAPAS MENTAIS NO SUL DO BRASIL
MARISA PORTO DO AMARAL 1
1. FURG - Universidade Federal do Rio Grande
marisa@vetorial.net



Este trabalho, de cunho comparativo, dentro da dialetologia perceptual, pretende mostrar um estudo de atitudes linguísticas realizado no Brasil, mais especificamente no estado do Rio Grande do Sul, em dois momentos: 1982 e 2013. A dialetologia perceptual, considerada um subconjunto do estudo de folk linguistics, uma parte do campo geral da sociolinguística, é o estudo de como os leigos percebem a variação na língua. Dennis Preston, seu atual expoente, propôs inovações metodológicas que mostram as potencialidades desta área linguística. Os métodos da Dialetologia perceptual e os estudos atitudinais indicam a delimitação pelo próprio informante de zonas dialetais em mapas ou o reconhecimento dialetal auditivo e posterior avaliação em termos de agradabilidade, prestígio, correção, ou grau de diferença em relação à variedade dos falantes até a identificação de traços específicos de cada variedade, possibilitando a imitação de tais traços. (Preston, 1989: 4) Utilizamos aqui a metodologia dos mapas mentais. Na pesquisa realizada em 1982, catorze informantes da capital – Porto Alegre – demarcam subjetivamente as áreas dialetais do Estado. Em suas respostas, dão mostras de interessante informação etnográfica sobre percepções, além de imitarem traços dialetais que acreditam identificar regiões linguisticamente diferentes. Em 2013, a segunda amostra constitui-se de vinte e oito informantes de duas cidades litorâneas do sul do Estado: Rio Grande e São José do Norte. Os resultados dessa pesquisa (em andamento) serão comparados com os da primeira, no intuito de investigar as percepções dos falantes dessa região em relação às variedades linguísticas e às atitudes que eles têm sobre essas variedades.


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