ENTRELAÇANDO HISTORIOGRAFIA LINGUÍSTICA, HISTÓRIA DO PRESENTE, ESTUDOS CULTURAIS: UM DESAFIO
VERA LUCIA HARABAGI HANNA 1, NEUSA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA BASTOS 1,2 1. UPM - Universidade Presbiteriana Mackenzie, 2. PUCSP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo verahanna@uol.com.br |
Debates a respeito da história do tempo presente em relação à instituição de uma verdade não-histórica, assim como estudos sobre crises epistemológicas e metodológicas pelas quais esse campo de estudo tem passado nos últimos sessenta anos têm trazido para discussão questões relativas à mutabilidade da História e às fronteiras porosas entre as disciplinas. O modo como se cria a autenticidade, como se constitui a realidade, como se estabelecem os argumentos, como se filtra o passado, como se usa a narração como forma de argumentação, de descrição, como se leva a efeito a seleção, a ordenação, a reconstrução dos fatos, como se faz a interpretação das evidências, são discussões permanentes, continuamente tratadas em relação ao tempo, e aos fatores determinantes no entendimento ao exercício que a HL recomenda. Indagações sobre a história do presente-verdade histórica e o imediatismo de fontes novas determinam uma revisão sobre o posicionamento teórico-metodológico do Grupo de Historiografia da Língua Portuguesa - IP-PUC/SP e no GT de Historiografia da Linguística Brasileira da ANPOLL. A presente investigação, além de indicar a continuidade das matérias relativas às etapas metodológicas, visa a complementá-las e expandi-las no que se refere às questões de caráter teórico, atinentes ao diálogo fatível entre a HL e determinadas correntes dos Estudos Culturais. Considerando-se que todos os sistemas humanos são simbólicos e sujeitos às regras da língua, não havendo possibilidade de o indivíduo se posicionar como um observador fora do círculo fechado da textualidade, juntam-se aos estudos de Koerner, Swiggers, Chartier, LeGoff, o modelo do texto para o estudo da cultura de Geertz (a cultura e os rituais que a compõem como um rede de significados estratificados); as representações e construção textual da identidade cultural de Hall (da cultura popular às práticas cotidianas); as questões do tempo e temporalidade, de Bhabha (vivências nas fronteiras do presente).
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