S1. Análise de estruturas linguísticas - Morfologia (Comunicações coordenadas)

ESTUDOS SOBRE O SISTEMA VERBAL CASTELHANO À LUZ DOS POSTULADOS TEÓRICOS DO FUNCIONALISMO LINGUÍSTICO E DA TEORIA DA VARIAÇÃO E MUDANÇA
LEANDRA CRISTINA DE OLIVEIRA (leandraletras@hotmail.com)
ufsc - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC

As comunicações coordenadas nesta proposta convergem em seu interesse pelo estudo da variação e mudança no sistema verbal castelhano, compartilhando, de certa maneira, suas bases teóricas, sobretudo: a Teoria da Variação e Mudança (LABOV, 1972; 1978; 2001; 2003; 2010; WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006 [1968]), Funcionalismo Linguístico de vertente norte-americana (HOPPER; THOMPSON, 1980; GIVÓN, 1984; 1990; 1991; 1995, 2001; 2005) e postulados teóricos da gramaticalização (BYBEE, 2003; HEINE, 2003; HOPPER, 1991; TRAUGOTT; 2011, entre outros). Trata-se de estudos dedicados à análise de formas verbais na língua em uso, considerando amostras distintas: (i) entrevistas sociolinguísticas da Região de Castilha, (ii) contos literários representando diferentes regiões hispano-falantes e (iii) material audiovisual em versões portuguesa e traduzida na variedade do espanhol do México de filme brasileiro de divulgação internacional.

Resumo #1

PERÍFRASE DE FUTURO E FUTURO SINTÉTICO EM ESPANHOL ORAL: UM ESTUDO SOBRE VARIAÇÃO E GRAMATICALIZAÇÃO
Ana Kaciara Wildner (akwildner@hotmail.com)
Fernanda Lima Jardim Miara (nandalj.miara@hotmail.com), Leandra Cristina de Oliveira (leandraletras@hotmail.com)

Neste artigo analisamos sincronicamente o uso da perífrase de futuro e do futuro sintético em contextos de variação. O corpus utilizado constitui-se de entrevistas orais do Projeto PRESEEA, da cidade de Alcalá de Henares, Espanha. O estudo se pauta em pressupostos teóricos da Teoria da Gramaticalização e da Teoria da Variação e Mudança. Os resultados apontam que a forma perifrástica é favorecida pelos seguintes contextos: futuro próximo, verbos dinâmicos, em especial os de moção, e escolaridade baixa. Por outro lado, apesar do avanço da forma analítica sobre a sintética, esta ainda manifesta resistência em alguns contextos, evidenciando ser uma forma bastante usual na oralidade.

Resumo #2

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NO IMPERFEITO DESIDERATIVO EM CONTOS ESCRITOS EM ESPANHOL
Valdecy de Oliveira Pontes (pluralizado@hotmail.com)

Neste artigo, tratamos da variação linguística entre o pretérito imperfeito e perífrases imperfectivas na codificação da função desiderativa em Espanhol. Deram suporte a nossa pesquisa, dentre outros, pressupostos do Funcionalismo Linguístico (HOPPER e THOMPSON, 1980; GIVÓN, 1984,1990,1991, 1995, 2001 e 2005) e da Teoria da Variação e Mudança (LABOV, 1972, 1978, 2001, 2003 e 2010). Nossos dados provêm de vinte e quatro contos escritos por autores de Língua Espanhola, selecionados a partir do parâmetro comarca cultural: Caribe; México e América Central; Andes; Rio da Prata; Chile e Espanha. Obtivemos um total de 2093 dados, sendo que 1803 desses são de formas do pretérito imperfeito do indicativo, 86,15% do total, e 290 de perífrases imperfectivas de passado, o que corresponde a 13,85% do total. Esses dados foram submetidos a tratamento estatístico através do pacote computacional GOLDVARB (2005). Constatamos que as perífrases ocorrem, mais frequentemente, na função desiderativa, motivadas por ausência de sujeito agentivo e de objeto individuado na oração, plano discursivo fundo [1 e 2] e verbos durativos.

Resumo #3

FUNCIONALIDADE DE FORMAS VERBAIS DE PASSADO: UMA INTERFACE ENTRE LINGUÍSTICA E TRADUÇÃO
Leandra Cristina de Oliveira (leandraletras@hotmail.com)
Alison Felipe Gesser (felipegesser@gmail.com)

Apoiados na perspectiva funcional da linguagem, com a proposta de uma interface entre o Funcionalismo na Linguística e na Tradução, nosso interesse recai sobre o uso das formas simples e composta do pretérito perfeito do indicativo, controlando a frequência de uso e a funcionalidade dessas formas verbais na língua espanhola. A análise contrastiva nesta pesquisa tem como amostra o filme brasileiro, de divulgação internacional, “Tropa de elite”, considerando a tradução audiovisual da versão nacional e da versão traduzida no México. A análise do uso do PPS e do PPC na amostra organizada corrobora resultados de pesquisas anteriores: (i) a variedade do português brasileiro e a variedade do espanhol mexicano se distinguem quanto à frequência de uso das duas formas do pretérito perfeito do indicativo e (ii) ocorrências do pretérito perfeito composto na amostra mexicana confirmam a polissemia dessa forma verbal na língua espanhola, indicando noções temporais, aspectuais e modais.


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